E se tudo aquilo que te contaram não for a VERDADE? IMPERIO TERRA III - 2ª REVISÃO em Progresso
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

«(...)quando se lembrava da loucura que cometeram ao enfiarem-se num veículo de resgate com 300 anos de idade, que não sabiam se funcionava, sabendo que tudo o que fosse electrónico se desligaria assim que tocassem na atmosfera de Artem. Parecia que ainda ouvia o som descendente dos motores a desligarem-se, os ecrãs e as teclas dos comandos a apagarem-se... Depois a luz azul daquele mundo invadira o exíguo Cockpit, as suas mãos apertaram as de Ladrego, e o nariz do artefacto enclinara-se abruptamente na direcção de Artem puxado pela força gravítica que o fazia estremecer à medida que acelerava. Lembrava-se, momentos antes da bola em tons de laranja e púrpura ter envolvido o artefacto, de ter ainda olhado, em jeito de despedida, para as estrelas do firmamento, pensado que voltara a fazer asneira – um último e derradeiro erro. Foram escassos os eternos segundos que sacudiram as entranhas dos seus corpos até chegarem à baixa atmosfera de Artem. Era noite e a enorme Lua iluminava os céus arrepelando o mar em ondas de grande altura. Só quando avistaram as falésias da ilha se aperceberam da enorme velocidade a que iam, e quando o casco da nave foi levantado por uma daquela ondas imensas temeram o pior... Mas fora isso que lhes permitira chegar a Artem sem se esmagarem nas arribas, embora não lhes tivesse poupado a uma aterragem catastrófica: o solo rasgara o casco da nave como se nada mais fosse do que uma lata de conserva; os detritos do chão foram sugados em ricochete para o interior do artefacto; os vidros não resistiram à trepidação que o artefacto lançado pelo chão sofria e acabaram explodindo em milhares de fagulhas acutilantes. Finalmente pararam, a escassa distância daquela enorme montanha que os levara até ali, deixando um rasto negro e fumegante ao longo daquela planície enorme, um trilho que se perdia de vista e que terminava nos restos contorcidos e enegrecidos da nave, que deixaram para trás como de uma história há muito esquecida se tratasse, mas reconheciam como símbolo do sacrifício que um mundo estava a fazer para auxiliar outro.»

in Império Terra II: Guerra da Pirâmide, pág. 250, by Paulo Pinto Fonseca

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os Jardins Cobertos

(...)Os Jardins Cobertos eram uma das maravilhas de Acmon. Dali da entrada descia uma escadaria de 30 degraus, adornada por densos arbustos naturais de Acmon que alternavam em três tons de vermelho, tal como a restante vegetação de Acmon, e que terminava numa estrada de terra que serpenteava em caminhos, veredas e clareiras. Dali de cima já dera para abarcar os mais de 20 quilómetros quadrados daquele jardim, mas o crescimento das plantas e das árvores já não o permitia. Haviam sido criados há pouco menos de 300 anos, como uma experiência científica para recuperar as espécies autóctones de Acmon após o Cataclismo e a intervenção Khora, Na época não passaram de uma grande incubadora, de uma enorme estufa, onde se lutava diariamente para conseguir reflorestar o mundo. Quando se conseguiu, entendeu-se que aquele pedaço da história Acmon deveria ser perpetuado e honrado, mantido sob aquele claustro de vidro por onde entrava a perpétua luz vermelha, arejado pelas diversas turbinas de vento que simulavam as diferentes condições climatéricas de cada estação. Ali dentro chovia com maior regularidade que no mundo lá fora, ali dentro estava um pouco do mundo antes do Cataclismo.(...)

In TRILOGIA IMPÉRIO TERRA, Guerra da Pirâmide, Pág. 49