No passado dia 26 de Abril, conforme havia anunciado neste blogue, realizou-se uma tertúlia na Fnac de Alfragide... Quer dizer: tentou-se. Eramos três, embora devessemos ser quatro. A única senhora do «Painel», perdõe-me a imodéstia, não compareceu. Pelo que eu, e mais dois, lá avançamos, temerários, de microfone em riste qual guerreiros de uma causa quasi perdida. O objectivo que nos fora transmitido pela nossa Editora - a Papiro - era encetar uma conversação sobre as tendências da literatura, tendo por base os mecanismos de criação literários por nós utilizados na elaboração das nossas obras que, claro está, iriamos apresentar. Ora nem foi necessário abrirmos a boca, bastou que nos sentassemos à mesa dos microfones, para que 90 % das pessoas presentes fugissem - não estou a exagerar, só não correram porque em pouco mais de três passadas estariam fora do espaço! Foi o ponto final de uma tertúlia que não começou. Não me levem a mal, mas nós que escrevemos gostamos de ser lidos, e gostamos que nos escutem quando falamos de nossa paixão; no entanto, não há paixão que resista a tamanho balde de água fria. Por isso, apresentamos as nossas obras, e ainda falamos um pouco das dificuldades de penetração no mercado para os novos autores que sem apoio algum - repito-o - teimam em continuar de pena erguida. É claro que perante o interesse da audiência não houve clima para partilhar o nosso processo criativo e deixamos de falar para o boneco passado 30 minutos. E claro é, também, que não posso deixar de me perguntar se teria sido aquela a reacção a uma tertúlia com alguns jornalista da praça, ou apresentores de televisão? Mas sobre isso haveria muito mais a dizer, só que eu não tenho tempo...
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Falar para o boneco...
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
Um ano depois apareceu...
Um ano depois da ter publicado, um ano depois de o ter divulgado pelo melhor meio possível - a Internet - eis que o Portal da literatura finalmente coloca o meu romance e o meu nome no seu site. O meu muito obrigado ao Site! É desta forma que se pode dar algumas hipóteses a quem escreve sem redes de apoio, a quem escreve porque gosta de o fazer e não porque até conhece algumas pessoas e tem alguma projecção mediática; àqueles que escrevem porque gostam de contar histórias e não porque querem explorar até à exaustão aquilo que vende, os dramas de faca e alguidar. Hoje em dia assiste-se à «venda» do espaço que deveria ser dos livros, dos livros enquanto transportadores da alma para outros mundos e outras vidas, a reportagens da vida romanceadas, a notícias esmiuçadas... Há espaço para tudo isto, apenas não se deve esquecer para que serve um livro/romance - entreter - e com isso roubar-lhe a exposição que conquistou por direito e por causa disso condenar à extinção as futuras gerações de escritores... Obrigado Portal da Literatura http://www.portaldaliteratura.com .
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domingo, 11 de janeiro de 2009
O balanço
Quase um ano se passou... «Império Terra: o princípio...» foi lançado em 22 de Fevereiro de 2008. Foi um ano de ilusões e desilusões... Um ano em que pude sentir na própria pele as dificuldades, até então apenas pressentidas, de quem escreve em Portugal e quer singrar por mérito da sua escrita num meio... Digamos tendencioso. Pois é... Não há muito mais a dizer acerca disto. Tudo o que há para ser dito já foi dito pelas pessoas sérias que no seu dia a dia dão com estas dificuldades... Era altura de se fazer alguma coisa, alguma coisa que promovesse a publicação de bons textos, de boas histórias, independentemente de quem é o autor. Actualmente, quem é conhecido publica, e tem todos os apoios para a divulgação da sua obra... Um dia, gostaria muito, que quem escrevesse boas histórias pudesse beneficiar dessas facilidades... Mas falta-lhes a coragem, as polítiquisses económicas falam mais alto... Talvez se devessem perguntar: quantos bons autores estamos a perder? Histórias não faltam, de pessoas que hoje são reconhecidas mundialmente pelo seu talento, e que no início viram a sua oportunidade recusada por uma editora nacional, muitas vezes uma editora pequena que poderia ter ali a grande chance de se tornar maior... Faz-me lembrar a história do cauteleiro que quer vender a sorte grande a alguém, mas esse alguém a rejeita... Nenhum autor sério pede que seja publicado se não tiver qualidade! Contudo se tiver qualidade, deve ter os apoios necessários para melhorar e ser reconhecido... Eu escrevo e vou continuar a escrever, porque é a escrever que me cumpro, e só escrevendo poderei a continuar a aprender a escrever melhor. Mas este estado das coisas traz-me triste, e sinto-me cada vez mais triste e a tristeza é como uma doença que nos vai roendo por dentro até que um dia dizemos que não vale mais a pena, e nesse dia depômos a pena, como um guerreiro depõe a espada... Espero que esse dia, para mim, esteja ainda muito longe!
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terça-feira, 1 de julho de 2008
Em Portugal também se escreve bem (Mesmo que não se seja apresentador de Televisão)
«(...) JÁ LI O LIVRO!! e ao contrário do que seria de esperar para quem me conhece ainda não me esqueci da história. Primeiro porque foi o primeiro livro "fantástico" que li (agora já vou no quarto) e porque, pode ser só a minha imaginação, mas vejo-me numa das personagens, o Nolen. A quem não leu até agora o livro...faça-o! É uma surpresa, parece que afinal em Portugal também se escreve bem (mesmo que não se seja apresentador de noticiários), quem diria?!», in Comentário do Nelson
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