E se tudo aquilo que te contaram não for a VERDADE? IMPERIO TERRA III - 2ª REVISÃO em Progresso

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Futuro

Este blogue tem de sofrer mudanças. Afinal a mudança faz parte da vida e, apesar de eu ser um pouco avesso a ela, tenho de manter-me à tona de água para continuar capaz de focar o horizonte e escolher os melhores caminhos... Se bem que isto de ir com a corrente, porque infelizmente, neste momento, é o que tenho feito, não nos dá muita margem de manobra. Já outros parecem que incorporaram a corrente, quase que se misturam com ela, e sabem de antemão as vicissitudes do caminho como se os peixinhos lhas segredassem e, diria eu, essa ilusão é tão bem criada que até se acredita que são eles quem ditam esses caminhos, ou tendências... Adiante, porque ali mais à frente há um remoinho e eu não sei como lhe escapar - não sei mesmo, palavra! Mas, voltando à mudança, para quem quer saber, revelo aqui que Império Terra está preparado para ser uma trilogia - Muito visto! Eu sei... Mas é a pura verdade! O segundo foi enviado para as editoras, e tenho estado a trabalhar no terceiro... Naturalmente, como ainda não consigo misturar-me com a corrente ao ponto de me confundir com ela, tenho de aguardar respostas... Sim! A pena não será deposta!

sábado, 9 de maio de 2009

Resistência

Foi com muito agrado que recebi as palavras de apoio remetidas nos comentários. São vozes que, como a minha, se sentem sozinhas nesta grande aventura que é escrever histórias. Prefiro a expressão «escrever histórias» a «escrever livros», porque no fundo o que todos nós gostamos é de contar histórias, relatar a vida dos nossos personagens, as suas jornadas e demandas... Há muito para falar sobre as personagens, mas hoje nada mais direi. Este Post é apenas um agradecimento, humilde, àqueles que, por me entenderem, se preocuparam em me alentar. Obrigado a todos. Juntos resistiremos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os muros

Hoje acordei triste. Sei que alguns de vós, se é que alguém visita este blogue, talvez esteja cansado desta ladaínha de miséria. Sim! Eu próprio estou farto de me olhar ao espelho e de me ouvir repetir para mim próprio que não tenho as mesmas oportunidades que os grandes nomes têm. E sei que isso é tão somente natural! Continuo, contudo, a afirmar que seria tudo mais justo se simplesmente as coisas fossem mais simples: se livros e histórias de diferentes autores pudessem estar lado a lado sem mais nada; se deixassem que o génio de cada escritor se revelasse nas palavras e dessa forma se votasse nos melhores; se o poder de elevar o escritor estivesse somente nas mãos de quem realmente tem legitimidade de o fazer - o leitor. Todavia, as coisas não são assim, e o leitor, a par com o escritor, é vítima de um conjunto de agentes que se associaram somente com fins lucrativos: às vezes são vítimas positivas, outros vezes não. Há dias alguém me enviou uma mensagem que dizia que os escritores, e artistas em geral, têm a mania de que as obras de arte não podem ser vistas como um negócio. Eu senti-me ofendido! Eu vejo o meu livro Império Terra como um negócio e procurei trata-lo como tal, divulguei-o da melhor forma que pude, e tentei de várias maneiras, que são poucas pois poucos são os meus recursos, lutar contra o preconceito que ataca incondicional e fatalmente todos os que chegam. Mas nada mais consegui do que dar murros em pontas de faca, esmurrar paredes até as mãos latejarem em sangue. Existe uma espécie de Muro de Berlim, que é ao mesmo tempo o meu Muro das lamentações, que não deixa passar quem ainda está deste lado; quem tenta nada mais consegue do que as lamentações; quem tenta passar para o lado de lá é assediado pelos monstros do desconhecimento, da indiferença, pelos soldados da ignorância que apontam as suas espingardas carregadas de silêncio e desprezo aos corajosos para lhes provar que de nada lhes adianta gritar porque se recusam a ouvi-los; aquela Cortina de Silêncio só é transponível para aqueles com salvo conduto, para aqueles que cujo reconhecimento público é demasiado forte para serem afrontados pelos monstros acima referidos, para quem a voz, eventualmente fraca, é à prova da bala da ignorância, porque os ignorantes não distinguem a imagem do saber, confundem papeis, porque pensam que ser famoso é suficiente para se fazer o que quer. E depois, também, há quem a consiga transpôr porque tem outros recursos, porque pode subornar os guardas, porque conhece alguém que se disponibiliza a resgatá-lo das garras do anonimato e a acompanha-lo nesse viagem. Não me cansarei de dizer que são muito poucos aqueles portugueses que singram nas prateleiras das livrarias por si sós. Nesta guerra eu fui sabotado: os meus livros foram expostos por pouco tempo e em prateleiras viradas para o interior das livrarias. Por isso, por tudo isto, eu hoje acordei triste mais uma vez. Sem vontade de continuar a lutar, sem ver alternativas senão submeter-me à vontade ditatorial de quem manda como todos os homens que sabem estar certos, mas que nada podem fazer para mudar o mundo. Tudo o que pedi foi uma oportunidade... Mas a Pena não será deposta! Neste blogue, todavia, que foi criado para divulgar o livro Império Terra, não mais falarei sobre dificuldades; contudo, como sobre a divulgação de Império Terra só me ocorrem dificuldades, talvez não fale mais...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Falar para o boneco...

No passado dia 26 de Abril, conforme havia anunciado neste blogue, realizou-se uma tertúlia na Fnac de Alfragide... Quer dizer: tentou-se. Eramos três, embora devessemos ser quatro. A única senhora do «Painel», perdõe-me a imodéstia, não compareceu. Pelo que eu, e mais dois, lá avançamos, temerários, de microfone em riste qual guerreiros de uma causa quasi perdida. O objectivo que nos fora transmitido pela nossa Editora - a Papiro - era encetar uma conversação sobre as tendências da literatura, tendo por base os mecanismos de criação literários por nós utilizados na elaboração das nossas obras que, claro está, iriamos apresentar. Ora nem foi necessário abrirmos a boca, bastou que nos sentassemos à mesa dos microfones, para que 90 % das pessoas presentes fugissem - não estou a exagerar, só não correram porque em pouco mais de três passadas estariam fora do espaço! Foi o ponto final de uma tertúlia que não começou. Não me levem a mal, mas nós que escrevemos gostamos de ser lidos, e gostamos que nos escutem quando falamos de nossa paixão; no entanto, não há paixão que resista a tamanho balde de água fria. Por isso, apresentamos as nossas obras, e ainda falamos um pouco das dificuldades de penetração no mercado para os novos autores que sem apoio algum - repito-o - teimam em continuar de pena erguida. É claro que perante o interesse da audiência não houve clima para partilhar o nosso processo criativo e deixamos de falar para o boneco passado 30 minutos. E claro é, também, que não posso deixar de me perguntar se teria sido aquela a reacção a uma tertúlia com alguns jornalista da praça, ou apresentores de televisão? Mas sobre isso haveria muito mais a dizer, só que eu não tenho tempo...

domingo, 19 de abril de 2009

FNAC 26 de Abril

No próximo dia 26 de Abril, pelas 17h, na Fnac de Alfragide, vai ter lugar um evento literário. Organizado pela Papiro Editora, este evento pretende divulgar os livros da Editora e os seus escritores. Para isso contará com a colaboração de alguns dos seus escritores, entre os quais eu. O formato do evento englobará recurso a meios audiovisuais e haverá uma apresentação, por parte de cada um dos escritores, do livro de sua autoria, bem como uma discussão subordinada ao tema da literatura em Portugal. Trata-se de uma iniciativa interessante por parte da editora, que é a minha, mas que reconheço ter pouca expressão no mercado, o que dificulta a divulgação, por si só, das suas apostas. Longe das luzes da ribalta também existem pessoas com opiniões, projectos e ideias novas... Apareçam!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

22 de Fevereiro de 2009 - 1 ano depois


Faz hoje um ano, por esta hora, estava a assinar autografos na 1ª página do meu primeiro livro: «Império Terra: o princípio...». Foi uma noite emocionante, um momento sonhado e jamais preparado: imagine-se eu a publicar um livro! Aquele inicio de noite, na Bertrand do Vasco da Gama, teve ares de fantasia... Toda aquela gente, amigos e conhecidos, familiares, que acorreram em peso para me apoiarem naquele iato de tempo tão importante para mim... Sinto, contudo, que a grande maioria não percebeu o que estava em jogo naquela noite, refugiando-se naquela atitude comezinha, e tão portuguesa, caracterizada pela importância dada ao acto de comprar o livro, como se dá uma esmola a um cego, como se isso tudo fizesse... Mas não é assim! Um escritor precisa de se sentir lido, precisa de saber o que pensam da sua história, dos seus personagens, precisa de ser apreciado e encorajado... Sim! Escrever é um acto da alma, e permitir que esse acto tão intimo seja submetido ao escrutínio do mundo é um acto de coragem; quem o faz deveria ser olhado como um herói, principalmente se olharmos aos apoios, inexistentes, para quem começa a escrever sem redes sociais de apoio. Criei este blogue, e divulguei-o, para que as pessoas que comprassem o livro pudessem fazer o seu comentário, mostrar-me o que sentiram, se gostaram ou não... Todavia, poucos se deram ao trabalho... De início perguntava: então, já leste?; e a resposta era a mesma de sempre: ainda não tive tempo. Depois deixei de perguntar... Os feedbacks que tanto pedi, nunca chegaram. É triste! Sinto-me triste, porque um ano depois de uma noite de palmadinhas nas costas tenho uma noite de silêncio, de solidão, com a amarga desilusão de que nada correu como eu esperava, desde os apoios oficiais até aos apoios pessoais. Aqui deixo o meu muito obrigado a quem sempre me apoiou, e eles sabem quem são, a todos os outros deixo a mensagem que quiserem tirar deste texto. Há um ano atrás doía-me a mão de tanto assinar, hoje dói-me a alma...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um ano depois apareceu...

Um ano depois da ter publicado, um ano depois de o ter divulgado pelo melhor meio possível - a Internet - eis que o Portal da literatura finalmente coloca o meu romance e o meu nome no seu site. O meu muito obrigado ao Site! É desta forma que se pode dar algumas hipóteses a quem escreve sem redes de apoio, a quem escreve porque gosta de o fazer e não porque até conhece algumas pessoas e tem alguma projecção mediática; àqueles que escrevem porque gostam de contar histórias e não porque querem explorar até à exaustão aquilo que vende, os dramas de faca e alguidar. Hoje em dia assiste-se à «venda» do espaço que deveria ser dos livros, dos livros enquanto transportadores da alma para outros mundos e outras vidas, a reportagens da vida romanceadas, a notícias esmiuçadas... Há espaço para tudo isto, apenas não se deve esquecer para que serve um livro/romance - entreter - e com isso roubar-lhe a exposição que conquistou por direito e por causa disso condenar à extinção as futuras gerações de escritores... Obrigado Portal da Literatura http://www.portaldaliteratura.com .