E se tudo aquilo que te contaram não for a VERDADE? IMPERIO TERRA III - 2ª REVISÃO em Progresso

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Notícias: Império Terra - O príncipio

Fez, no passado dia 8 de Fevereiro, 5 anos que assinei o meu primeiro contrato de edição. A Papiro Editora queria publicar o meu primeiro livro; fiquei muito contente. E no dia 22 de Fevereiro de 2008 lancei o primeiro livro da Trilogia, na Bertrand do Vasco da Gama.

Foram alguns meses de esperança; vividos com fé de que conseguiria chegar a algum lado. É claro que não. A Papiro Editora não fez mais nada do que pôr o livro nas livrarias; promoção do autor, ou da obra, foram coisas de que nunca ouvi falar.

Não me interessa saber as razões que estão por detrás disso; aconteceu e pronto. E aconteceu, porque tudo aquilo era um mundo novo para mim; revoltado, «virei-me a ele» - hoje, sei melhor.

Publicados que estão dois volumes da Trilogia, com o terceiro em fase de acabamento, tenho o prazer de anunciar a libertação do Império Terra: O princípio dos grilhões da Papiro Editora. O contrato de edição tinha a duração de 5 anos: estão terminados e tive o cuidado de lembrar a editora, disso mesmo, por carta registada com aviso de recepção. Os direitos estão de novo - todos - do meu lado.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O vulto na porta

«(...)A porta fora estraçalhada como se não passasse de um pedaço de cartão. O vulto de um homem avantajado estava recortado na entrada na cabana e parecia olha-la ansioso sem se mover.

Larnac, espantada com a violência daquela entrada, caíra do banco onde se sentara e arrastara-se pelo chão poeirento até à outra extremidade da cabana. Apesar de estar escuro, porque o corpanzil do homem não deixava entrar nenhuma luz pela porta rebentada, Larnac olhava em redor procurando alguma coisa com que se pudesse defender. Com redobrada atenção inventariava mentalmente tudo aquilo que via: o banco, a escassa distância dela; a mesa, ao meio da cabana; um pedaço longo e grosso de madeira, que poderia ter sido a perna de algum móvel, a um canto do seu lado esquerdo; o próprio pó do chão, lembrou-se ao tactea-lo com a mão, poderia cega-lo momentaneamente...

O homem cruzou a distância que os separava com uma rapidez surpreendente para alguém do seu tamanho. Larnac viu-se erguida no ar por duas mãos fortes e grosseiras que a agarravam pelos ombros e a mantinham a meio metro do chão prontas a esmagarem-na.»

in, Trilogia Império Terra - Guerra da Pirâmide

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

«Já haviam passado 10 anos desde aquele fim de tarde junto ao mar. Uma despedida que todos sabiam ser provavelmente para sempre! Recordava o acenar triste e pouco convicto de Gabriel que, aos poucos e poucos, ia sendo apagado pela neblina branca que o mar ia depositando onda a onda sobre o areal. Ainda se lembrava de ver a batina negra do padre a aproximar-se do amigo, depois deste ter deixado de acenar, e foi aquela a última imagem que reteve na memória...»

in, Trilogia Império Terra, A Guerra da Pirâmide, pág.1

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um golpe desesperado...

«Gabriel concentrou-se. Fixando bem os pés no chão, envolveu as mãos de Nolen com as suas e deixou-se levar do mundo, como já se habituara a fazer.


Nolen ergueu a espada no ar suavemente. Gabriel sentiu a energia a acumular-se nas mãos, pensou em tudo o que odiava, e em tudo aquilo que perdera. Quando a espada se cravou com estrondo nas entranhas da terra, um calor imenso afastou-se deles vertiginosamente, como se fosse assoprado dali em todas as direcções. E depois foi ficando frio, Gabriel foi enfraquecendo, como se a própria vida se esvaísse através do punho daquela espada…»

in, Império Terra: O Princípio, pág. 135, Paulo Pinto Fonseca