E se tudo aquilo que te contaram não for a VERDADE? IMPERIO TERRA III - 2ª REVISÃO em Progresso
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prólogo

Olá a todos!

Irei publicar aqui, nos próximos três dias, partes do livro que em breve será lançado na Fábrica Braço de Prata.

Hoje será a vez do início do livro... Espero que gostem!



Já haviam passado 10 anos desde aquele fim de tarde junto ao mar. Uma despedida que todos sabiam ser provavelmente para sempre! Recordava o acenar triste e pouco convicto de Gabriel que, aos poucos e poucos, ia sendo apagado pela neblina branca que o mar ia depositando onda a onda sobre o areal. Ainda se lembrava de ver a batina negra do padre a aproximar-se do amigo, depois deste ter deixado de acenar, e foi aquela a última imagem que reteve na memória...
Muita coisa se passara entretanto...
Sensivelmente 6 meses depois daquela tarde, e vários quilómetros percorridos pelo litoral para fugir aos Abido, Romana dera à luz um rapagão!
A sombra acastanhada na pele não negava de quem ele era filho. Gabriel era pai sem o saber...
Contudo, o pequeno nascera órfão. Romana não sobrevivera ao parto. A demorada permanência entre os humanos fragilizara-lhe o organismo e, apesar dos esforços para se fortalecer, quando o momento chegou, não resistiu ao esforço por estar demasiado fraca. E ele viu-se, de repente, a braços com aquela criatura desprotegida que sabia destinada a grandes feitos, como seu pai, ou talvez maiores.
Pensara em entregar a criança a Gabriel!
Queria estar liberto de obrigações para quando chegasse a altura de partir em busca da escória Abido. Queria estar disponível para, em conjunto com os seus pares, contribuir para a erradicação daquela raça maldita do universo, e assim repor a justiça milhares de anos após o ataque cobarde de que haviam sido alvo.
Mas quando os Cora vieram buscar a pirâmide, a fonte de poder e conhecimento que iria finalmente permitir acabar com os malditos Abido, o pequeno Elury, nome que lhe dera em homenagem ao seu distante avô, já o começara a chamar de pai. E isso mudava tudo!
Os seus pares partiram com a esperança do universo, dispostos a sacrificarem as suas vidas para decifrarem as verdades escondidas na pirâmide e com elas destruírem aqueles que há milénios procuravam destruir a humanidade. Ele ficou...
Jurou a si próprio que, quando Elury fosse mais velho, partiria para poder matar uns quantos Abido com a sua espada. Por isso esforçou-se para dar uma boa educação ao rapaz, ensinar-lhe a defender-se do mundo e dos outros, a caçar... Com apenas 8 anos, Elury já estava mais adaptado ao novo mundo do que o próprio pai quando tudo acontecera.
No entanto, o brilho que luzia no olhar do bebé Elury ao dizer pai não diminuíra com o passar dos anos, e um dia quando lhe perguntou porque é que o mundo era assim, tivera de contar-lhe tudo, e ao fazê-lo prometera a si próprio que iria tomar conta de Elury até ao dia em que ele pudesse partir em busca do seu destino.
Os Abido haviam chegado à Terra em 2029 e devastado a humanidade. Através da violência física chacinaram, contaminaram e transformaram um mundo tecnológico num mundo atrasado, rural e medieval, sem dispararem uma arma, sem destruírem um edifício. A contaminação da humanidade criara um largo espectro de novas espécies, uma das quais chegara a ameaçar os próprios Abido – os Asqhum – e, por isso, os Abido nunca mais regressaram à superfície da Terra. Uma vez mais, os Abido asseguraram-se que a humanidade enquanto humanidade poucas, ou nenhumas, hipóteses teria de sobrevivência e partiram.
Naquela época, há 2 anos atrás, e 8 anos após tudo aquilo, já existiam várias espécies derivadas dos humanos, e ainda haviam humanos em comunidades mais, ou menos, organizadas, mas os Asqhum dominavam a Terra.
E fora aquela constatação, aquela conclusão, de que a luta na Terra já pouco, ou nada, tinha que ver com os Abido que o fizera esquecê-los, deitar o coração ao largo acreditando que os seus pares dariam conta do recado, porque a sua obrigação para com o universo, a Terra, Gabriel e Romana, era garantir que Elury viveria para ser o grande homem que ele acreditava um dia vir a ser.
Hoje, Nolen sabia que os Abido haviam sido eliminados. Infelizmente a sua espada não matara nenhum, mas ficava orgulhoso ao lembrar que fora ele quem deitara mão à Pirâmide que permitira o seu extermínio e dera a possibilidade à humanidade de poder respirar descansada, nem que fosse apenas por algum tempo.
É que ali na Terra, estava tudo errado! Ali na Terra as sementes Abido haviam criado raízes e, se nada se fizesse, os filhos iriam continuar o trabalho dos pais mais tarde, ou mais cedo. O que acontecera na Terra fora exactamente o que acontecera à milhares de milhões de anos atrás depois da destruição do seu planeta natal, do primeiro, só que desta feita o universo sobreviveu, e o laboratório fora a própria natureza...
Elury olhava-o do lado de lá da fogueira com os seus olhos castanhos, traquinas, enquanto raspava com a colher o prato de papas de aveia que fora o jantar. O seu rosto era duro como o do pai, mas a expressão era serena como a de Romana...
Interessar-lhe-ia saber como era o mundo antes dos Abido?
Teria curiosidade em conhecer um mundo que, possivelmente, nunca mais voltaria?
Nolen desviou o olhar silencioso para o céu. Por entre as copas das árvores daquela densa floresta conseguia ver as estrelas e o azul plácido do firmamento.
A chuva fora decididamente embora! Calculava que estariam no mês de Junho, segundo o calendário humano, e o verão estaria a começar.
Depois da civilização parar a natureza retomara o seu rumo normal. Voltou a conquistar os espaços, e as árvores cresceram muito depressa em apenas 10 anos. Ainda bem que assim era, porque o homem precisava de esconderijos naquela nova Terra.
- Conta-me uma história pai!
- Queres que te conte uma história, Elury? – questiona sorrindo-lhe por detrás das labaredas esperando o meneio de cabeça de confirmação – Então, traz as tuas coisas, e vem deitar-te aqui perto de mim.
Elury obedeceu imediatamente.
O pai contava-lhe histórias bonitas!
Lembrava-se da história de Romana - a vampira – e de como ela ajudara os humanos a defender-se dos Asqhum.
Mas a preferida era a de Gabriel, o humano que se tornara muito poderoso - depois de ter sido ferido por um Abido - e usara esse poder para resgatar os sobreviventes da cidade e escaparem para um lugar seguro. A história era de Laura e Gabriel, mas ele não gostava muito de Laura...
- Laura e Gabriel ficaram juntos, pai? – perguntou de repente ao deitar a cabeça nas pernas de Nolen – Ficaram?
- Não sei Elury. – disse, reconhecendo que efectivamente não sabia; Laura queria o Gabriel, disso ele não tinha dúvidas – Querias que ficassem juntos?
- Não! - respondeu de pronto – Não gosto da Laura! É traiçoeira... Acho que se não tivesse mentido ao Gabriel, Gabriel poderia ter vencido os Abido!
Nolen respondeu-lhe com um sorriso. Era engraçado ver no filho as mesmas convicções do pai! Mas o pequeno Elury tinha razão: Laura era traiçoeira. Não conseguia evitar pensar no que teria acontecido se Romana tivesse confessado estar grávida de Gabriel: talvez Elury não existisse.
- Hoje vou contar-te uma história diferente... – disse afagando-lhe o denso cabelo – É uma história longa e antiga! Tens de ter muita atenção, porque é muito complexa...
- É passada onde? – perguntou levantando-se repentinamente.
- Em muitos lugares, Elury. – sorriu – Em sítios muito longe daqui! Tão longe, tão longe que alguns deles já não existem...
Elury deitou de novo a cabeça no colo de Nolen, pronto para se deixar levar para outros mundos através da voz do pai, como se voasse em cada palavra e nesse voo fosse enviado aos sítios para assistir com os próprios olhos ao desenrolar da estória. O seu pai era um verdadeiro contador de histórias e eram histórias verdadeiras segundo lhe dizia.
O pequeno Elury fechou os olhos, e esperou a célebre frase por que começavam todas as histórias, mas o pai surpreendeu-o...
- Esta história é especial, Elury... – elucidou – Parte dela, o principio, só o soube depois da Pirâmide ter sido descoberta... – sorri – Tenta não te esqueceres que nenhum dos intervenientes nesta história sabe desta primeira parte, senão não compreenderás.
O pequeno Elury assentou curioso ao pedido do pai e tornou a fechar os olhos à espera da desejada história:
– Há muito tempo atrás...

In, Guerra da Pirâmide, Paulo Fonseca. HM Editora

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Algumas imagens...

Olá a todos!

Parece-me que ontem, quando fiz o post sobre o Lançamento, esqueci-me de um dado importante: a localização da Fábrica Braço de Prata. Fica aqui o meu pedido de desculpas e a informação em falta.

A Fábrica Braço Prata fica, em Braço de Prata, em Lisboa. O localização GPS está nos vários convites que já enviei, está no post - em rodapé - e estará nos panfletos que irei distribuir. Contudo, na Net facilmente encontram referências.

Entretanto deixo-vos com algumas imagens para abrir o apetite (click no play):



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Curiosidades ainda sobre o primeiro Império Terra

Olá a todos! Ontem dei com uma coisa engraçada na Net...

A pouco tempo do lançamento do segundo livro da trilogia... Sim! Desiludam-se aqueles que me chamaram um autor de Stand alone... Não que isso tenha alguma coisa de mal!

Como dizia: vim a descobrir que Império Terra: o princípio está numa das melhores bibliotecas do país - a do Palácio Galveias.

Bem haja a pessoa de bom gosto que optou pela aquisição desta magnifica obra.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Império Terra - A sequela

Olá a todos!

Anunciei aqui, no passado mês de Novembro, que a sequela do Império Terra já tinha editora. E isso está de facto confirmado!

Depois de muito esperar, e de várias propostas menos boas para publicar, que recusei, surgiu finalmente A Proposta. Neste momento estamos a ultimar os detalhes para a publicação: revisões e algumas questões estéticas.

Não existe ainda uma data certa para o lançamento, mas tudo aponta para meados de Fevereiro, o que vai, curiosamente, fazer com que este livro seja lançado quase dois anos após o lançamento do primeiro.

Uma vez mais, deixo aqui os meus agradecimentos a todos aqueles que me apoioaram ao longo deste tempo, da melhor maneira que conseguiram, porque sem eles este livro talvez não visse a luz do dia.

Regressarei em breve com mais detalhes e pormenores...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Boas Novas

Olá a todos!!!

É com muito gosto que vos informo que a sequela do Império Terra já tem Editora.

Setei tunede (Laurio Dermio)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acerca do Video - Promoção

Depois de ter aqui exibido o «treila» nesta últimas semanas, ficam aqui alguns comentários ao mesmo:

Haiden:

Paulo, sinceramente acho que fizeste um excelente trabalho na concretização do trailer de apresentação da tua obra. As imagens estão muito bem escolhidas e a música está bastante sombria dando aquela sensação de mistério e terror. Continua a acreditar no teu projecto e nas tuas ideias. Bom trabalho...Felicidades

Carla Ribeiro

Bom trabalho, gostei do vídeo. :) Espero que esteja a correr tudo bem e que, em breve, haja notícias dos livros seguintes. Ah, e já me esquecia... Parabéns pela participação no Correio do Fantástico.

Rui Paulo

Está aqui muito trabalho e dedicação da tua parte. Acho que tendo em conta que estás a fazer tudo sozinho, está muito bom! Parabéns! (...) Quem vê e ouve o video fica certamente com mais vontade de ler o livro, eu próprio fiquei mais curioso.

Para quem quiser recordar, vou deixa-lo na barra lateral. Mas se preferirem podem ir ao You Tube e pesquisar -imperioterra, ou clicar só no título deste post

sábado, 19 de setembro de 2009

Eu sou apenas Escritor

Foi com alguma surpresa que voltei a ler comentários menos abonatórios à minha atitude perante a os resultados do meu primeiro livro. Contudo, esse comentários valem o que valem, principalmente por serem feitos por quem nunca teve coragem de publicar um livro por si só. O que mais me choca é que essas pessoas saem em defesa de uma donzela que, segundo o que advogam, não existe, pelo que não percebo o porquê da defesa. Dizerem-me que choro de barriga cheia é gozarem comigo: haverá casos piores do que meu? Há com certeza! Uma coisa que a vida me ensinou é que existem sempre situações melhores que a minha, tal como existem piores. Mas eu só posso falar dos meus problemas e só eu posso lidar com eles. Para todos esses senhores que já se cansaram do meu drama, deixo a seguinte mensagem, que nem é minha: «Falem bem, ou falem mal. Mas falem!». Para os outros, os que me compreendem e que decerto já se aperceberam da mudança de tom deste blogue, relembro que deixei esta faceta queixinhas há alguns posts atrás, deixo-a de herança a quem tenha um perfil político e queira dedicar-se à defesa da causa. Porque eu sou apenas escritor!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Entrevista com frutos

Caros amigos, a minha primeira entrevista como autor de Fantástico já saíu. A Alterwords, uma e-zine de grande qualidade, fez referência ao «Império Terra: o princípio» e entrevistou o escritor - Eu - na edição nº 8. Poderão consultar a publicação via Net, ou se preferirem solicitem-na através de um comentário que eu envio por email. Entretanto, devido a esta entrevista, fui contactado pelo autor de um blogue/Projecto denominado A última Transmissão humana, que numa primeira, e muito breve análise, promete. Da minha parte, aqui fica feita a promessa de que voltarei a falar nele em breve. Até lá: boas leituras...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os Passos do Destino - O ebook a não perder


Sinopse

Quando se conta uma história, abrem-se ao leitor as portas de um novo mundo. Mas onde está a razão das histórias se não há ninguém para as conhecer? É este o objectivo deste conjunto de quatro contos situados no género do fantástico. Dar a conhecer os mundos e a imaginação das autoras que os criaram e mostrar as imagens e os sentidos que neles se escondem. São espadas e anjos, piratas e profetas, unidos e fragmentados na diversidade dos seus próprios mundos. E, no essencial, uma unidade constante: a da vontade de contar e de partilhar o imaginário.

O autor

Carina Raquel da Costa Portugal Monteiro nasceu a 19 de Junho de 1989, no distrito de Lisboa. Mora actualmente na Amadora e estuda Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Escreve prosa e poesia por gosto e amor às letras e participou já em alguns projectos, entre os quais a revista literária Alterwords. Alguns dos textos, principalmente de poesia, podem ser consultados no blog da autora: http://asameiasdocrepusculo.blogspot.com

Carla Ribeiro, estudante de Medicina Veterinária, natural de S. Martinho de Mouros, nasceu a 20 de Julho de 1986. Premiada em vários concursos literários, tem textos publicados em diversas antologias e colabora assiduamente em diversas publicações electrónicas. Publicou, além disso, os livros “Estrela sem Norte”, “Alma de Fogo”, “Canto de Eternidade”, “Herdeiros de Arasen, vol. I”, “Herdeiros de Arasen, vol. II” , “O Deus Maldito”, “Alma Abandonada”, “Dualidades” (este em co-autoria com Susana Catalão) e “E Morreram Felizes para Sempre”, bem como os e-books “Derivações de Além-Vida”, “Coração Selvagem” e “Fragmentos de Sombra” (este último também na Neolivros). Informação sobre as publicações e excertos das mesmas podem ser encontrados em www.freewebs.com/carlaribeiro

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Outros assuntos

Conforme tenho vindo a dizer, este blogue, ou a sua temática terá de mudar. E isso já aconteceu...
Aqui tenho abordado outros assuntos para além do Império Terra: o princípio, contudo, foi para divulgação daquele livro que ele foi criado e entendo que me devo manter fiel a isso. Por isso, neste blogue irei apenas falar do livro que publiquei, dos próximos, dentro da programada trilogia, e de temas a ele associados directa, ou indirectamente. Bem como, procurarei dar um tom menos pessimista... Tenho recebido algumas reclamações a esse respeito e, apesar de não concordar com as razões porque as fazem, entendo que realmente há que ver o lado positivo das coisas.
Será noutro lado da Blogosfera que poderão conhecer uma alteração profunda da temática deste blogue. Procurem-me em Cárcere de Belazir.
Para já, deixo-vos aqui o Manifesto de abertura, mas já tem texto publicado:

Manifesto

«Este Blogue destina-se a contar histórias. Não irão encontrar nele comentários sobre a actualidade, problemáticas existenciais sobre o ser ou não ser, questões importantes, ou não, para alguns, ou mesmo para todos. Neste blogue irão contar-se histórias, ou estórias, como preferirem, por isso serão histórias que nele irão encontrar. Histórias de seres, de pessoas, de almas, que poderão, ou não, reflectir o vosso estado de espírito, as vossas angústias, os vossos medos... E se for esse caso, deverei, desde já, avisar-vos que qualquer semelhança será mera coincidência. Desafio-vos a conhecerem o Cárcere de Belazir...», Paulo Fonseca, in Cárcere de Belazir


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Império Terra: o príncipio - uma opinião válida

Recebi mais uma opinião sobre o livro. Desta feita, de Carla Ribeiro, cujo blogue (um deles, pelo menos) poderão encontrar no espaço lateral deste. A Carla é uma pessoa muito envolvida no meio do Fantástico, já tem vários livros publicados, e é sobejamente conhecida por quem frequenta blogues como o Correio do Fantástico, ou conhece a revista Alterwords - que já vai no nº 7! Por isso, como diz o título, é uma opinião válida. Segue-se um excerto do comentário efectuado no Blogue as Leituras do Corvo -http://asleiturasdocorvo.blogspot.com/2009/08/imperio-terra-o-principio-paulo-fonseca.html - para a leitura completa vão até lá.
«Com um início directamente traçado na acção e toda uma série de fenómenos de tom apocalíptico, este Império Terra: O Princípio é um livro de ritmo intenso, que nos transporta directamente para a rápida sucessão dos eventos. E tudo começa quando Gabriel, o protagonista, acorda do coma para encontrar uma Lisboa bem diferente daquela que recorda.
Criaturas misteriosas, vagamente semelhantes a demónios, invadiram a cidade, espalhando o caos e o pânico, e, em breve, a cidade deixará de ter luz elétrica, abrindo portas a terrores desconhecidos.
Como principais aspectos positivos deste livro, destaco o intenso ritmo da história, sem grandes momentos parados que tornem os sucessivos desenvolvimentos aborrecidos e a forma como se processam, começando pela confusão até à tomada de uma atitude. Gostei também da diferença de pontos de vista das diversas personagens. Laura, com o seu idealismo e os seus planos de construir uma humanidade à sua maneira. Gabriel, com a certeza de que sobreviver não é suficiente. Nolen, com a sua presença misteriosa e os segredos que não se atreve a revelar. (...)
É um livro que agarra, que estimula a imaginação, e que culmina com um final interessante, deixando muito em aberto para o volume seguinte... e, claro, deixa vontade de ler mais.»

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ainda sobre a discussão no Correio do Fantástico

Depois de ter lido o post no Anagrama Anárquico e colocado aqui o post anterior sobre a discussão que se propagara no Correio do Fantástico, recebi um comentário ao meu post - do qual discordo, posição a que tenho todo o direito. Acontece que ao responder ao mesmo, verifiquei que aquela mesma discussão se espalhara até ao Anagrama Anárquico. Curioso, estas coisas!!! Mas isto é bom, porque se discutem ideias e ideais. Desta vez, pretendo apenas efectuar um esclarecimento sobre a minha posição nesta matéria. Eu concordo inteiramente com o que tem vindo a ser dito. No entanto, penso que o «problema» - digo-o assim para não ferir susceptibilidades - não é do Fantástico, mas da literatura em Portugal e principalmente para os novos autores. Em Portugal não se promove o livro a não ser que se saiba que vai vender, e todo o novo autor é uma incógnita. É por isso que se assiste ao que se assiste nas prateleiras das livrarias, e é por isso que os novos autores têm dificuldades em vingar. Mas isto é verdade: tanto para o escritor de fantástico, como de qualquer outro género. Falta quem apoie efectivamente, quem esteja disposto a investir tempo que seja... No Fantástico, é um pouco mais complicado, porque no meio editorial, parece-me, é um género mal amado - se um escritor famoso português que o escreve, o renega! Disseram-me que não se devem apontar culpados, mas sim procurar maneiras de elevar o género. Eu discordo, em parte, e concordo noutra parte. Discordo, porque há culpados, há estrututas, há grupos de interesse, que manipulam a verdadeira essência da literatura ao condicionar a escolha de tudo com base em critérios como o lucro, o número de vendas. Quem já leu sobre esta problemática conhece pelo menos duas histórias: a da escritora famosa e conceituada que enviou uma obra sob outra identidade para a sua editora, e que acabou por vê-la rejeitada por falta de qualidade, e que depois a voltou a apresentar sob o seu nome tendo essa obra tornado-se num dos seus livros mais famosos; e a de uma fadista conhecida que se viu rejeitada por uma grande editora, porque «aquela música não se ouvia», e agora só se fala dela. São dois bons exemplos do que digo. Não se enganem: quem quer ser escritor tem muito trabalho pela frente, muito mesmo, mas também é isso que dá gozo. No entanto, há que apontar o dedo a quem tira os tapete debaixo dos pés desses árduos trabalhadores, e faz parecer esse glorioso caminho um golpe de sorte. Concordo, todavia, com o facto de que apontar o dedo apenas, acusar alguém, não resolve o problema, é preciso fazer crescer a literatura e o Fantástico e é nisso que temos de apostar. Ainda assim, não posso aceitar que digam que este problema não existe, porque ele existe, e faz parte desta conjuctura que torna tudo mais complicado. Não será por fazermos como a avestruz, ou por fecharmos os olhos, que os problemas desaparecem. Talvez seja mais fácil acreditar no dia seguinte... Mas...
Mais cego é aquele que não quer ver...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A propósito da discussão sobre Fantástico no Correio do Fantástico

Aqui há dias gerou-se uma discussão, algo confusa, no Correio do Fantástico sobre o Fantástico e a FC em Portugal. Eu não consegui acompanhá-la, e as opiniões estão lá para todos os gostos. Tive oportunidade de conseguir sentir o conteúdo daquela discussão através de um post no Anagrama Anárquico e, mesmo concordando com aquele, vou eu fazer o meu comentário. E faço-o, porque penso que o problema é mais profundo. Por hoje, deixo aqui o excerto de um texto meu publicado na Alterwords nº 2. Sim! É mais um choradinho, mas não são lagrimas de crocodilo...
«(...) É preciso dar voz e quem escreve por gosto, a quem se limita a deixar fluir as ideias para o papel e com elas tece histórias, histórias que devem ser contadas, que têm de ser contadas para se cumprirem, para poderem ser chamadas de histórias.

Eu tenho um livro publicado – Império Terra: o princípio... A oportunidade foi-me dada pela Papiro. Foi lançado em 22 de Fevereiro de 2008, na Bertrand do Vasco da Gama, tive direito a tudo aquilo que um escritor que publica um livro tem e foi tudo. Os apoios para manter o livro nas prateleiras das livrarias foram poucos ou nenhuns e foi com tristeza que fui assistindo ao seu desaparecimento das montras, das estantes, e fui-me perguntando porquê.

A resposta é, exactamente, porque o livro é um negócio, é visto como um potencial artigo de lucro e não como aquilo que ele realmente é, ou deveria ser, uma porta para a alma de quem o escreveu, para uma alma que tem a necessidade missionária de contar histórias, histórias que ensinam, que têm uma moral, ou que simplesmente entretêm.

Quem tem culpa disto?

Todos nós.

Começando no próprio escritor que, a dada altura da nossa história social, se auto excluiu do mundo, se tornou inacessível, às vezes inentendivel, escondendo-se sob rebuscadas metáforas, palavras difíceis, e dessa forma se tornou o símbolo elitista de uma classe abastada, ou o ostracizado parasita da sociedade. E foi por entender esse erro que surgiram alguns interessantes fenómenos de popularidade, como é o caso do Paulo Coelho, que soube contar histórias difíceis de maneira simples...

Depois apareceram os intelectuais, os críticos literários, aqueles senhores que dizem mal de tudo o que se faz de novo e nunca, jamais, terão coragem de dizer o que realmente pensam de um livro mau de um escritor reconhecido. Estes senhores estagnaram a literatura, congelaram os parâmetros pelos quais se reconhecem boas obras, baniram os ensaístas e com este banimento condenaram todos aqueles que querem escrever de forma diferente. É curioso verificar que a maior parte destes senhores jamais publicaram: será porquê? Será porque não têm coragem, ou porque não o sabem fazer?

Por fim, temos o leitor. Esse pobre que é muitas vezes apontado como o culpado - «Em Portugal lê-se pouco!». – é uma vítima de toda esta maquinação. O leitor encontra-se desinteressado, porque tudo o que é publicado é igual e porque é desencorajado a ler coisas diferentes. Poderemos comparar esta questão ao problema político que se vive em Portugal: eles são todos iguais, não sabemos em quem votar, e por isso não votamos. Por isso se diz -« Em Portugal há muita abstenção». Se transpusermos para a leitura teremos: os livros são todos iguais, são caros, os diferente são mais baratos, mas são considerados inferiores, e então não compro e não leio. Se a esta questão somarmos a preguiça galopante da nova geração, a tendência por optar pelas coisas que dão menos trabalho e que permitem a maior absorção de informação possível no mais curto espaço de tempo, temos o cenário actual.

Assim, neste contexto, o livro realmente tornou-se num objecto de pouca procura, e é a escassez, de acordo com as teorias ecónomicas, que o transformou, por sua vez, naquele objectivo vil que é um negócio.

Por isso apenas publicam o que sabem que vende, e a maioria das vezes o que vende não é a qualidade da escrita, mas as personalidades da TV, as notícias papagueadas semanas seguidas...

Cabe-nos a todos nós, a nós escritores principalmente, inverter esta maré, enchendo o mundo de histórias de forma tal que uma dia o mundo se veja obrigado a pedir-nos para as juntaremos num livro, para que todos as possam ler, porque ser lido é, ao fim ao cabo, o nosso mais secreto desejo, porque nós, escritores, não passamos de simples contadores de histórias.
», in Alterwords, nº 2
Por hoje é tudo, senhores... Na minha humilde opinião, problema não é do Fantástico só, mas de toda a literatura e do Fantástico também!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Afinal...

Império Terra: O princípio... Afinal não terá uma nova apresentação tão cedo. Polítiquisses... A Papiro, por minha insistência e reclamação, convidou-me para eventos para os quais sabia de antemão que eu não poderia comparecer... Típico de uma quadrilha de políticos! Senão vejamos: o evento tinha lugar no Porto e decorreria nas carruagens do Metro durante o dia... Ora, eu sou de Lisboa e tenho de trabalhar para me sustentar! E disso, espero eu, eles sabem, pois como autor deverão ter a minha ficha. Para todos os efeitos, fui eu que declinei o convite! Percebem agora a comparação?! Seja como for The show must go on e, por isso, há que trabalhar na divulgação do primeiro antes do lançamento do segundo. Sobre este último assunto não tenho grandes novidades, a não ser que uma quarta editora se juntou à corrida, e quantas mais forem melhor. Entretanto, para quem ainda não conhece o livro, fica aqui a dica: o Correio do Fantástico vai dedicar-lhe algum espaço em breve; confiram no blogue...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Boas Novas - Império Terra II: o 2º livro daquela que se espera uma grande e Fantástica trilogia

No ínicio do ano enviei o manuscrito - como parece bem dizer, porque na verdade não é um manuscrito, é um documento em Word - a várias editoras. Entre elas à que publicou o primeiro Império Terra e a que, por sinal, levou mais tempo a dizer alguma coisa - Papiro. Enfim... Apraz-me dizer que na corrida persistem três editoras, cujos nomes não mencionarei, porque o segredo é alma do negócio. No entanto, confesso que estou entusiasmado, mas não contente. Pelo que irei, à cautela, chamar mais algumas editoras à competição. Se tiverem sugestões, elas serão bem vindas... Entretanto, talvez, se avizinhem promoções sobre o Império Terra: o príncipio. Mantenha-se atentos... (ou como diria Laurodérmio: «setei tunede» )

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Futuro

Este blogue tem de sofrer mudanças. Afinal a mudança faz parte da vida e, apesar de eu ser um pouco avesso a ela, tenho de manter-me à tona de água para continuar capaz de focar o horizonte e escolher os melhores caminhos... Se bem que isto de ir com a corrente, porque infelizmente, neste momento, é o que tenho feito, não nos dá muita margem de manobra. Já outros parecem que incorporaram a corrente, quase que se misturam com ela, e sabem de antemão as vicissitudes do caminho como se os peixinhos lhas segredassem e, diria eu, essa ilusão é tão bem criada que até se acredita que são eles quem ditam esses caminhos, ou tendências... Adiante, porque ali mais à frente há um remoinho e eu não sei como lhe escapar - não sei mesmo, palavra! Mas, voltando à mudança, para quem quer saber, revelo aqui que Império Terra está preparado para ser uma trilogia - Muito visto! Eu sei... Mas é a pura verdade! O segundo foi enviado para as editoras, e tenho estado a trabalhar no terceiro... Naturalmente, como ainda não consigo misturar-me com a corrente ao ponto de me confundir com ela, tenho de aguardar respostas... Sim! A pena não será deposta!

sábado, 9 de maio de 2009

Resistência

Foi com muito agrado que recebi as palavras de apoio remetidas nos comentários. São vozes que, como a minha, se sentem sozinhas nesta grande aventura que é escrever histórias. Prefiro a expressão «escrever histórias» a «escrever livros», porque no fundo o que todos nós gostamos é de contar histórias, relatar a vida dos nossos personagens, as suas jornadas e demandas... Há muito para falar sobre as personagens, mas hoje nada mais direi. Este Post é apenas um agradecimento, humilde, àqueles que, por me entenderem, se preocuparam em me alentar. Obrigado a todos. Juntos resistiremos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os muros

Hoje acordei triste. Sei que alguns de vós, se é que alguém visita este blogue, talvez esteja cansado desta ladaínha de miséria. Sim! Eu próprio estou farto de me olhar ao espelho e de me ouvir repetir para mim próprio que não tenho as mesmas oportunidades que os grandes nomes têm. E sei que isso é tão somente natural! Continuo, contudo, a afirmar que seria tudo mais justo se simplesmente as coisas fossem mais simples: se livros e histórias de diferentes autores pudessem estar lado a lado sem mais nada; se deixassem que o génio de cada escritor se revelasse nas palavras e dessa forma se votasse nos melhores; se o poder de elevar o escritor estivesse somente nas mãos de quem realmente tem legitimidade de o fazer - o leitor. Todavia, as coisas não são assim, e o leitor, a par com o escritor, é vítima de um conjunto de agentes que se associaram somente com fins lucrativos: às vezes são vítimas positivas, outros vezes não. Há dias alguém me enviou uma mensagem que dizia que os escritores, e artistas em geral, têm a mania de que as obras de arte não podem ser vistas como um negócio. Eu senti-me ofendido! Eu vejo o meu livro Império Terra como um negócio e procurei trata-lo como tal, divulguei-o da melhor forma que pude, e tentei de várias maneiras, que são poucas pois poucos são os meus recursos, lutar contra o preconceito que ataca incondicional e fatalmente todos os que chegam. Mas nada mais consegui do que dar murros em pontas de faca, esmurrar paredes até as mãos latejarem em sangue. Existe uma espécie de Muro de Berlim, que é ao mesmo tempo o meu Muro das lamentações, que não deixa passar quem ainda está deste lado; quem tenta nada mais consegue do que as lamentações; quem tenta passar para o lado de lá é assediado pelos monstros do desconhecimento, da indiferença, pelos soldados da ignorância que apontam as suas espingardas carregadas de silêncio e desprezo aos corajosos para lhes provar que de nada lhes adianta gritar porque se recusam a ouvi-los; aquela Cortina de Silêncio só é transponível para aqueles com salvo conduto, para aqueles que cujo reconhecimento público é demasiado forte para serem afrontados pelos monstros acima referidos, para quem a voz, eventualmente fraca, é à prova da bala da ignorância, porque os ignorantes não distinguem a imagem do saber, confundem papeis, porque pensam que ser famoso é suficiente para se fazer o que quer. E depois, também, há quem a consiga transpôr porque tem outros recursos, porque pode subornar os guardas, porque conhece alguém que se disponibiliza a resgatá-lo das garras do anonimato e a acompanha-lo nesse viagem. Não me cansarei de dizer que são muito poucos aqueles portugueses que singram nas prateleiras das livrarias por si sós. Nesta guerra eu fui sabotado: os meus livros foram expostos por pouco tempo e em prateleiras viradas para o interior das livrarias. Por isso, por tudo isto, eu hoje acordei triste mais uma vez. Sem vontade de continuar a lutar, sem ver alternativas senão submeter-me à vontade ditatorial de quem manda como todos os homens que sabem estar certos, mas que nada podem fazer para mudar o mundo. Tudo o que pedi foi uma oportunidade... Mas a Pena não será deposta! Neste blogue, todavia, que foi criado para divulgar o livro Império Terra, não mais falarei sobre dificuldades; contudo, como sobre a divulgação de Império Terra só me ocorrem dificuldades, talvez não fale mais...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Falar para o boneco...

No passado dia 26 de Abril, conforme havia anunciado neste blogue, realizou-se uma tertúlia na Fnac de Alfragide... Quer dizer: tentou-se. Eramos três, embora devessemos ser quatro. A única senhora do «Painel», perdõe-me a imodéstia, não compareceu. Pelo que eu, e mais dois, lá avançamos, temerários, de microfone em riste qual guerreiros de uma causa quasi perdida. O objectivo que nos fora transmitido pela nossa Editora - a Papiro - era encetar uma conversação sobre as tendências da literatura, tendo por base os mecanismos de criação literários por nós utilizados na elaboração das nossas obras que, claro está, iriamos apresentar. Ora nem foi necessário abrirmos a boca, bastou que nos sentassemos à mesa dos microfones, para que 90 % das pessoas presentes fugissem - não estou a exagerar, só não correram porque em pouco mais de três passadas estariam fora do espaço! Foi o ponto final de uma tertúlia que não começou. Não me levem a mal, mas nós que escrevemos gostamos de ser lidos, e gostamos que nos escutem quando falamos de nossa paixão; no entanto, não há paixão que resista a tamanho balde de água fria. Por isso, apresentamos as nossas obras, e ainda falamos um pouco das dificuldades de penetração no mercado para os novos autores que sem apoio algum - repito-o - teimam em continuar de pena erguida. É claro que perante o interesse da audiência não houve clima para partilhar o nosso processo criativo e deixamos de falar para o boneco passado 30 minutos. E claro é, também, que não posso deixar de me perguntar se teria sido aquela a reacção a uma tertúlia com alguns jornalista da praça, ou apresentores de televisão? Mas sobre isso haveria muito mais a dizer, só que eu não tenho tempo...