Olá a todos!!!
É com muito gosto que vos informo que a sequela do Império Terra já tem Editora.
Setei tunede (Laurio Dermio)
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Acerca do Video - Promoção
Depois de ter aqui exibido o «treila» nesta últimas semanas, ficam aqui alguns comentários ao mesmo:
Haiden:
Paulo, sinceramente acho que fizeste um excelente trabalho na concretização do trailer de apresentação da tua obra. As imagens estão muito bem escolhidas e a música está bastante sombria dando aquela sensação de mistério e terror. Continua a acreditar no teu projecto e nas tuas ideias. Bom trabalho...Felicidades
Carla Ribeiro
Bom trabalho, gostei do vídeo. :) Espero que esteja a correr tudo bem e que, em breve, haja notícias dos livros seguintes. Ah, e já me esquecia... Parabéns pela participação no Correio do Fantástico.
Rui Paulo
Está aqui muito trabalho e dedicação da tua parte. Acho que tendo em conta que estás a fazer tudo sozinho, está muito bom! Parabéns! (...) Quem vê e ouve o video fica certamente com mais vontade de ler o livro, eu próprio fiquei mais curioso.
Para quem quiser recordar, vou deixa-lo na barra lateral. Mas se preferirem podem ir ao You Tube e pesquisar -imperioterra, ou clicar só no título deste post
Haiden:
Paulo, sinceramente acho que fizeste um excelente trabalho na concretização do trailer de apresentação da tua obra. As imagens estão muito bem escolhidas e a música está bastante sombria dando aquela sensação de mistério e terror. Continua a acreditar no teu projecto e nas tuas ideias. Bom trabalho...Felicidades
Carla Ribeiro
Bom trabalho, gostei do vídeo. :) Espero que esteja a correr tudo bem e que, em breve, haja notícias dos livros seguintes. Ah, e já me esquecia... Parabéns pela participação no Correio do Fantástico.
Rui Paulo
Está aqui muito trabalho e dedicação da tua parte. Acho que tendo em conta que estás a fazer tudo sozinho, está muito bom! Parabéns! (...) Quem vê e ouve o video fica certamente com mais vontade de ler o livro, eu próprio fiquei mais curioso.
Para quem quiser recordar, vou deixa-lo na barra lateral. Mas se preferirem podem ir ao You Tube e pesquisar -imperioterra, ou clicar só no título deste post
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Video de promoção do Império Terra
Apesar do esforço levado a cabo por mim, a editora não fez um bom trabalho de divulgação. Poderão vir dizer o que quiserem, mas a verdade é que em termos de promoção apenas eu fiz alguma coisa. E aqui está a última acção: um video promocional. Espero que gostem e repassem-no.
sábado, 19 de setembro de 2009
Eu sou apenas Escritor
Foi com alguma surpresa que voltei a ler comentários menos abonatórios à minha atitude perante a os resultados do meu primeiro livro. Contudo, esse comentários valem o que valem, principalmente por serem feitos por quem nunca teve coragem de publicar um livro por si só. O que mais me choca é que essas pessoas saem em defesa de uma donzela que, segundo o que advogam, não existe, pelo que não percebo o porquê da defesa. Dizerem-me que choro de barriga cheia é gozarem comigo: haverá casos piores do que meu? Há com certeza! Uma coisa que a vida me ensinou é que existem sempre situações melhores que a minha, tal como existem piores. Mas eu só posso falar dos meus problemas e só eu posso lidar com eles. Para todos esses senhores que já se cansaram do meu drama, deixo a seguinte mensagem, que nem é minha: «Falem bem, ou falem mal. Mas falem!». Para os outros, os que me compreendem e que decerto já se aperceberam da mudança de tom deste blogue, relembro que deixei esta faceta queixinhas há alguns posts atrás, deixo-a de herança a quem tenha um perfil político e queira dedicar-se à defesa da causa. Porque eu sou apenas escritor!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Os Passos do Destino - O ebook a não perder

Sinopse
Quando se conta uma história, abrem-se ao leitor as portas de um novo mundo. Mas onde está a razão das histórias se não há ninguém para as conhecer? É este o objectivo deste conjunto de quatro contos situados no género do fantástico. Dar a conhecer os mundos e a imaginação das autoras que os criaram e mostrar as imagens e os sentidos que neles se escondem. São espadas e anjos, piratas e profetas, unidos e fragmentados na diversidade dos seus próprios mundos. E, no essencial, uma unidade constante: a da vontade de contar e de partilhar o imaginário.
O autor
Carina Raquel da Costa Portugal Monteiro nasceu a 19 de Junho de 1989, no distrito de Lisboa. Mora actualmente na Amadora e estuda Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Escreve prosa e poesia por gosto e amor às letras e participou já em alguns projectos, entre os quais a revista literária Alterwords. Alguns dos textos, principalmente de poesia, podem ser consultados no blog da autora: http://asameiasdocrepusculo.blogspot.com
Carla Ribeiro, estudante de Medicina Veterinária, natural de S. Martinho de Mouros, nasceu a 20 de Julho de 1986. Premiada em vários concursos literários, tem textos publicados em diversas antologias e colabora assiduamente em diversas publicações electrónicas. Publicou, além disso, os livros “Estrela sem Norte”, “Alma de Fogo”, “Canto de Eternidade”, “Herdeiros de Arasen, vol. I”, “Herdeiros de Arasen, vol. II” , “O Deus Maldito”, “Alma Abandonada”, “Dualidades” (este em co-autoria com Susana Catalão) e “E Morreram Felizes para Sempre”, bem como os e-books “Derivações de Além-Vida”, “Coração Selvagem” e “Fragmentos de Sombra” (este último também na Neolivros). Informação sobre as publicações e excertos das mesmas podem ser encontrados em www.freewebs.com/carlaribeiro
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Referência a Império Terra
Foi com surpresa que encontrei uma referência ao Livro Império Terra no Blogue Crónica de Fealgar. Aqui ficam os meus agradecimentos públicos ao Pedro que é um colega de profissão (escritor) e de infortúnio.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Outros assuntos
Conforme tenho vindo a dizer, este blogue, ou a sua temática terá de mudar. E isso já aconteceu...
Aqui tenho abordado outros assuntos para além do Império Terra: o princípio, contudo, foi para divulgação daquele livro que ele foi criado e entendo que me devo manter fiel a isso. Por isso, neste blogue irei apenas falar do livro que publiquei, dos próximos, dentro da programada trilogia, e de temas a ele associados directa, ou indirectamente. Bem como, procurarei dar um tom menos pessimista... Tenho recebido algumas reclamações a esse respeito e, apesar de não concordar com as razões porque as fazem, entendo que realmente há que ver o lado positivo das coisas.
Será noutro lado da Blogosfera que poderão conhecer uma alteração profunda da temática deste blogue. Procurem-me em Cárcere de Belazir.
Para já, deixo-vos aqui o Manifesto de abertura, mas já tem texto publicado:
Manifesto
«Este Blogue destina-se a contar histórias. Não irão encontrar nele comentários sobre a actualidade, problemáticas existenciais sobre o ser ou não ser, questões importantes, ou não, para alguns, ou mesmo para todos. Neste blogue irão contar-se histórias, ou estórias, como preferirem, por isso serão histórias que nele irão encontrar. Histórias de seres, de pessoas, de almas, que poderão, ou não, reflectir o vosso estado de espírito, as vossas angústias, os vossos medos... E se for esse caso, deverei, desde já, avisar-vos que qualquer semelhança será mera coincidência. Desafio-vos a conhecerem o Cárcere de Belazir...», Paulo Fonseca, in Cárcere de Belazir
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Império Terra: o príncipio - uma opinião válida
Recebi mais uma opinião sobre o livro. Desta feita, de Carla Ribeiro, cujo blogue (um deles, pelo menos) poderão encontrar no espaço lateral deste. A Carla é uma pessoa muito envolvida no meio do Fantástico, já tem vários livros publicados, e é sobejamente conhecida por quem frequenta blogues como o Correio do Fantástico, ou conhece a revista Alterwords - que já vai no nº 7! Por isso, como diz o título, é uma opinião válida. Segue-se um excerto do comentário efectuado no Blogue as Leituras do Corvo -http://asleiturasdocorvo.blogspot.com/2009/08/imperio-terra-o-principio-paulo-fonseca.html - para a leitura completa vão até lá.
«Com um início directamente traçado na acção e toda uma série de fenómenos de tom apocalíptico, este Império Terra: O Princípio é um livro de ritmo intenso, que nos transporta directamente para a rápida sucessão dos eventos. E tudo começa quando Gabriel, o protagonista, acorda do coma para encontrar uma Lisboa bem diferente daquela que recorda.
Criaturas misteriosas, vagamente semelhantes a demónios, invadiram a cidade, espalhando o caos e o pânico, e, em breve, a cidade deixará de ter luz elétrica, abrindo portas a terrores desconhecidos.
Como principais aspectos positivos deste livro, destaco o intenso ritmo da história, sem grandes momentos parados que tornem os sucessivos desenvolvimentos aborrecidos e a forma como se processam, começando pela confusão até à tomada de uma atitude. Gostei também da diferença de pontos de vista das diversas personagens. Laura, com o seu idealismo e os seus planos de construir uma humanidade à sua maneira. Gabriel, com a certeza de que sobreviver não é suficiente. Nolen, com a sua presença misteriosa e os segredos que não se atreve a revelar. (...)
É um livro que agarra, que estimula a imaginação, e que culmina com um final interessante, deixando muito em aberto para o volume seguinte... e, claro, deixa vontade de ler mais.»
Criaturas misteriosas, vagamente semelhantes a demónios, invadiram a cidade, espalhando o caos e o pânico, e, em breve, a cidade deixará de ter luz elétrica, abrindo portas a terrores desconhecidos.
Como principais aspectos positivos deste livro, destaco o intenso ritmo da história, sem grandes momentos parados que tornem os sucessivos desenvolvimentos aborrecidos e a forma como se processam, começando pela confusão até à tomada de uma atitude. Gostei também da diferença de pontos de vista das diversas personagens. Laura, com o seu idealismo e os seus planos de construir uma humanidade à sua maneira. Gabriel, com a certeza de que sobreviver não é suficiente. Nolen, com a sua presença misteriosa e os segredos que não se atreve a revelar. (...)
É um livro que agarra, que estimula a imaginação, e que culmina com um final interessante, deixando muito em aberto para o volume seguinte... e, claro, deixa vontade de ler mais.»
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ainda sobre a discussão no Correio do Fantástico
Depois de ter lido o post no Anagrama Anárquico e colocado aqui o post anterior sobre a discussão que se propagara no Correio do Fantástico, recebi um comentário ao meu post - do qual discordo, posição a que tenho todo o direito. Acontece que ao responder ao mesmo, verifiquei que aquela mesma discussão se espalhara até ao Anagrama Anárquico. Curioso, estas coisas!!! Mas isto é bom, porque se discutem ideias e ideais. Desta vez, pretendo apenas efectuar um esclarecimento sobre a minha posição nesta matéria. Eu concordo inteiramente com o que tem vindo a ser dito. No entanto, penso que o «problema» - digo-o assim para não ferir susceptibilidades - não é do Fantástico, mas da literatura em Portugal e principalmente para os novos autores. Em Portugal não se promove o livro a não ser que se saiba que vai vender, e todo o novo autor é uma incógnita. É por isso que se assiste ao que se assiste nas prateleiras das livrarias, e é por isso que os novos autores têm dificuldades em vingar. Mas isto é verdade: tanto para o escritor de fantástico, como de qualquer outro género. Falta quem apoie efectivamente, quem esteja disposto a investir tempo que seja... No Fantástico, é um pouco mais complicado, porque no meio editorial, parece-me, é um género mal amado - se um escritor famoso português que o escreve, o renega! Disseram-me que não se devem apontar culpados, mas sim procurar maneiras de elevar o género. Eu discordo, em parte, e concordo noutra parte. Discordo, porque há culpados, há estrututas, há grupos de interesse, que manipulam a verdadeira essência da literatura ao condicionar a escolha de tudo com base em critérios como o lucro, o número de vendas. Quem já leu sobre esta problemática conhece pelo menos duas histórias: a da escritora famosa e conceituada que enviou uma obra sob outra identidade para a sua editora, e que acabou por vê-la rejeitada por falta de qualidade, e que depois a voltou a apresentar sob o seu nome tendo essa obra tornado-se num dos seus livros mais famosos; e a de uma fadista conhecida que se viu rejeitada por uma grande editora, porque «aquela música não se ouvia», e agora só se fala dela. São dois bons exemplos do que digo. Não se enganem: quem quer ser escritor tem muito trabalho pela frente, muito mesmo, mas também é isso que dá gozo. No entanto, há que apontar o dedo a quem tira os tapete debaixo dos pés desses árduos trabalhadores, e faz parecer esse glorioso caminho um golpe de sorte. Concordo, todavia, com o facto de que apontar o dedo apenas, acusar alguém, não resolve o problema, é preciso fazer crescer a literatura e o Fantástico e é nisso que temos de apostar. Ainda assim, não posso aceitar que digam que este problema não existe, porque ele existe, e faz parte desta conjuctura que torna tudo mais complicado. Não será por fazermos como a avestruz, ou por fecharmos os olhos, que os problemas desaparecem. Talvez seja mais fácil acreditar no dia seguinte... Mas...
Mais cego é aquele que não quer ver...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A propósito da discussão sobre Fantástico no Correio do Fantástico
Aqui há dias gerou-se uma discussão, algo confusa, no Correio do Fantástico sobre o Fantástico e a FC em Portugal. Eu não consegui acompanhá-la, e as opiniões estão lá para todos os gostos. Tive oportunidade de conseguir sentir o conteúdo daquela discussão através de um post no Anagrama Anárquico e, mesmo concordando com aquele, vou eu fazer o meu comentário. E faço-o, porque penso que o problema é mais profundo. Por hoje, deixo aqui o excerto de um texto meu publicado na Alterwords nº 2. Sim! É mais um choradinho, mas não são lagrimas de crocodilo...
«(...) É preciso dar voz e quem escreve por gosto, a quem se limita a deixar fluir as ideias para o papel e com elas tece histórias, histórias que devem ser contadas, que têm de ser contadas para se cumprirem, para poderem ser chamadas de histórias.
Eu tenho um livro publicado – Império Terra: o princípio... A oportunidade foi-me dada pela Papiro. Foi lançado em 22 de Fevereiro de 2008, na Bertrand do Vasco da Gama, tive direito a tudo aquilo que um escritor que publica um livro tem e foi tudo. Os apoios para manter o livro nas prateleiras das livrarias foram poucos ou nenhuns e foi com tristeza que fui assistindo ao seu desaparecimento das montras, das estantes, e fui-me perguntando porquê.
A resposta é, exactamente, porque o livro é um negócio, é visto como um potencial artigo de lucro e não como aquilo que ele realmente é, ou deveria ser, uma porta para a alma de quem o escreveu, para uma alma que tem a necessidade missionária de contar histórias, histórias que ensinam, que têm uma moral, ou que simplesmente entretêm.
Quem tem culpa disto?
Todos nós.
Começando no próprio escritor que, a dada altura da nossa história social, se auto excluiu do mundo, se tornou inacessível, às vezes inentendivel, escondendo-se sob rebuscadas metáforas, palavras difíceis, e dessa forma se tornou o símbolo elitista de uma classe abastada, ou o ostracizado parasita da sociedade. E foi por entender esse erro que surgiram alguns interessantes fenómenos de popularidade, como é o caso do Paulo Coelho, que soube contar histórias difíceis de maneira simples...
Depois apareceram os intelectuais, os críticos literários, aqueles senhores que dizem mal de tudo o que se faz de novo e nunca, jamais, terão coragem de dizer o que realmente pensam de um livro mau de um escritor reconhecido. Estes senhores estagnaram a literatura, congelaram os parâmetros pelos quais se reconhecem boas obras, baniram os ensaístas e com este banimento condenaram todos aqueles que querem escrever de forma diferente. É curioso verificar que a maior parte destes senhores jamais publicaram: será porquê? Será porque não têm coragem, ou porque não o sabem fazer?
Por fim, temos o leitor. Esse pobre que é muitas vezes apontado como o culpado - «Em Portugal lê-se pouco!». – é uma vítima de toda esta maquinação. O leitor encontra-se desinteressado, porque tudo o que é publicado é igual e porque é desencorajado a ler coisas diferentes. Poderemos comparar esta questão ao problema político que se vive em Portugal: eles são todos iguais, não sabemos em quem votar, e por isso não votamos. Por isso se diz -« Em Portugal há muita abstenção». Se transpusermos para a leitura teremos: os livros são todos iguais, são caros, os diferente são mais baratos, mas são considerados inferiores, e então não compro e não leio. Se a esta questão somarmos a preguiça galopante da nova geração, a tendência por optar pelas coisas que dão menos trabalho e que permitem a maior absorção de informação possível no mais curto espaço de tempo, temos o cenário actual.
Assim, neste contexto, o livro realmente tornou-se num objecto de pouca procura, e é a escassez, de acordo com as teorias ecónomicas, que o transformou, por sua vez, naquele objectivo vil que é um negócio.
Por isso apenas publicam o que sabem que vende, e a maioria das vezes o que vende não é a qualidade da escrita, mas as personalidades da TV, as notícias papagueadas semanas seguidas...
Cabe-nos a todos nós, a nós escritores principalmente, inverter esta maré, enchendo o mundo de histórias de forma tal que uma dia o mundo se veja obrigado a pedir-nos para as juntaremos num livro, para que todos as possam ler, porque ser lido é, ao fim ao cabo, o nosso mais secreto desejo, porque nós, escritores, não passamos de simples contadores de histórias. », in Alterwords, nº 2
Eu tenho um livro publicado – Império Terra: o princípio... A oportunidade foi-me dada pela Papiro. Foi lançado em 22 de Fevereiro de 2008, na Bertrand do Vasco da Gama, tive direito a tudo aquilo que um escritor que publica um livro tem e foi tudo. Os apoios para manter o livro nas prateleiras das livrarias foram poucos ou nenhuns e foi com tristeza que fui assistindo ao seu desaparecimento das montras, das estantes, e fui-me perguntando porquê.
A resposta é, exactamente, porque o livro é um negócio, é visto como um potencial artigo de lucro e não como aquilo que ele realmente é, ou deveria ser, uma porta para a alma de quem o escreveu, para uma alma que tem a necessidade missionária de contar histórias, histórias que ensinam, que têm uma moral, ou que simplesmente entretêm.
Quem tem culpa disto?
Todos nós.
Começando no próprio escritor que, a dada altura da nossa história social, se auto excluiu do mundo, se tornou inacessível, às vezes inentendivel, escondendo-se sob rebuscadas metáforas, palavras difíceis, e dessa forma se tornou o símbolo elitista de uma classe abastada, ou o ostracizado parasita da sociedade. E foi por entender esse erro que surgiram alguns interessantes fenómenos de popularidade, como é o caso do Paulo Coelho, que soube contar histórias difíceis de maneira simples...
Depois apareceram os intelectuais, os críticos literários, aqueles senhores que dizem mal de tudo o que se faz de novo e nunca, jamais, terão coragem de dizer o que realmente pensam de um livro mau de um escritor reconhecido. Estes senhores estagnaram a literatura, congelaram os parâmetros pelos quais se reconhecem boas obras, baniram os ensaístas e com este banimento condenaram todos aqueles que querem escrever de forma diferente. É curioso verificar que a maior parte destes senhores jamais publicaram: será porquê? Será porque não têm coragem, ou porque não o sabem fazer?
Por fim, temos o leitor. Esse pobre que é muitas vezes apontado como o culpado - «Em Portugal lê-se pouco!». – é uma vítima de toda esta maquinação. O leitor encontra-se desinteressado, porque tudo o que é publicado é igual e porque é desencorajado a ler coisas diferentes. Poderemos comparar esta questão ao problema político que se vive em Portugal: eles são todos iguais, não sabemos em quem votar, e por isso não votamos. Por isso se diz -« Em Portugal há muita abstenção». Se transpusermos para a leitura teremos: os livros são todos iguais, são caros, os diferente são mais baratos, mas são considerados inferiores, e então não compro e não leio. Se a esta questão somarmos a preguiça galopante da nova geração, a tendência por optar pelas coisas que dão menos trabalho e que permitem a maior absorção de informação possível no mais curto espaço de tempo, temos o cenário actual.
Assim, neste contexto, o livro realmente tornou-se num objecto de pouca procura, e é a escassez, de acordo com as teorias ecónomicas, que o transformou, por sua vez, naquele objectivo vil que é um negócio.
Por isso apenas publicam o que sabem que vende, e a maioria das vezes o que vende não é a qualidade da escrita, mas as personalidades da TV, as notícias papagueadas semanas seguidas...
Cabe-nos a todos nós, a nós escritores principalmente, inverter esta maré, enchendo o mundo de histórias de forma tal que uma dia o mundo se veja obrigado a pedir-nos para as juntaremos num livro, para que todos as possam ler, porque ser lido é, ao fim ao cabo, o nosso mais secreto desejo, porque nós, escritores, não passamos de simples contadores de histórias. », in Alterwords, nº 2
Por hoje é tudo, senhores... Na minha humilde opinião, problema não é do Fantástico só, mas de toda a literatura e do Fantástico também!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Afinal...
Império Terra: O princípio... Afinal não terá uma nova apresentação tão cedo. Polítiquisses... A Papiro, por minha insistência e reclamação, convidou-me para eventos para os quais sabia de antemão que eu não poderia comparecer... Típico de uma quadrilha de políticos! Senão vejamos: o evento tinha lugar no Porto e decorreria nas carruagens do Metro durante o dia... Ora, eu sou de Lisboa e tenho de trabalhar para me sustentar! E disso, espero eu, eles sabem, pois como autor deverão ter a minha ficha. Para todos os efeitos, fui eu que declinei o convite! Percebem agora a comparação?! Seja como for The show must go on e, por isso, há que trabalhar na divulgação do primeiro antes do lançamento do segundo. Sobre este último assunto não tenho grandes novidades, a não ser que uma quarta editora se juntou à corrida, e quantas mais forem melhor. Entretanto, para quem ainda não conhece o livro, fica aqui a dica: o Correio do Fantástico vai dedicar-lhe algum espaço em breve; confiram no blogue...
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Boas Novas - Império Terra II: o 2º livro daquela que se espera uma grande e Fantástica trilogia
No ínicio do ano enviei o manuscrito - como parece bem dizer, porque na verdade não é um manuscrito, é um documento em Word - a várias editoras. Entre elas à que publicou o primeiro Império Terra e a que, por sinal, levou mais tempo a dizer alguma coisa - Papiro. Enfim... Apraz-me dizer que na corrida persistem três editoras, cujos nomes não mencionarei, porque o segredo é alma do negócio. No entanto, confesso que estou entusiasmado, mas não contente. Pelo que irei, à cautela, chamar mais algumas editoras à competição. Se tiverem sugestões, elas serão bem vindas... Entretanto, talvez, se avizinhem promoções sobre o Império Terra: o príncipio. Mantenha-se atentos... (ou como diria Laurodérmio: «setei tunede» )
terça-feira, 23 de junho de 2009
O Futuro
Este blogue tem de sofrer mudanças. Afinal a mudança faz parte da vida e, apesar de eu ser um pouco avesso a ela, tenho de manter-me à tona de água para continuar capaz de focar o horizonte e escolher os melhores caminhos... Se bem que isto de ir com a corrente, porque infelizmente, neste momento, é o que tenho feito, não nos dá muita margem de manobra. Já outros parecem que incorporaram a corrente, quase que se misturam com ela, e sabem de antemão as vicissitudes do caminho como se os peixinhos lhas segredassem e, diria eu, essa ilusão é tão bem criada que até se acredita que são eles quem ditam esses caminhos, ou tendências... Adiante, porque ali mais à frente há um remoinho e eu não sei como lhe escapar - não sei mesmo, palavra! Mas, voltando à mudança, para quem quer saber, revelo aqui que Império Terra está preparado para ser uma trilogia - Muito visto! Eu sei... Mas é a pura verdade! O segundo foi enviado para as editoras, e tenho estado a trabalhar no terceiro... Naturalmente, como ainda não consigo misturar-me com a corrente ao ponto de me confundir com ela, tenho de aguardar respostas... Sim! A pena não será deposta!
sábado, 9 de maio de 2009
Resistência
Foi com muito agrado que recebi as palavras de apoio remetidas nos comentários. São vozes que, como a minha, se sentem sozinhas nesta grande aventura que é escrever histórias. Prefiro a expressão «escrever histórias» a «escrever livros», porque no fundo o que todos nós gostamos é de contar histórias, relatar a vida dos nossos personagens, as suas jornadas e demandas... Há muito para falar sobre as personagens, mas hoje nada mais direi. Este Post é apenas um agradecimento, humilde, àqueles que, por me entenderem, se preocuparam em me alentar. Obrigado a todos. Juntos resistiremos!
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Os muros
Hoje acordei triste. Sei que alguns de vós, se é que alguém visita este blogue, talvez esteja cansado desta ladaínha de miséria. Sim! Eu próprio estou farto de me olhar ao espelho e de me ouvir repetir para mim próprio que não tenho as mesmas oportunidades que os grandes nomes têm. E sei que isso é tão somente natural! Continuo, contudo, a afirmar que seria tudo mais justo se simplesmente as coisas fossem mais simples: se livros e histórias de diferentes autores pudessem estar lado a lado sem mais nada; se deixassem que o génio de cada escritor se revelasse nas palavras e dessa forma se votasse nos melhores; se o poder de elevar o escritor estivesse somente nas mãos de quem realmente tem legitimidade de o fazer - o leitor. Todavia, as coisas não são assim, e o leitor, a par com o escritor, é vítima de um conjunto de agentes que se associaram somente com fins lucrativos: às vezes são vítimas positivas, outros vezes não. Há dias alguém me enviou uma mensagem que dizia que os escritores, e artistas em geral, têm a mania de que as obras de arte não podem ser vistas como um negócio. Eu senti-me ofendido! Eu vejo o meu livro Império Terra como um negócio e procurei trata-lo como tal, divulguei-o da melhor forma que pude, e tentei de várias maneiras, que são poucas pois poucos são os meus recursos, lutar contra o preconceito que ataca incondicional e fatalmente todos os que chegam. Mas nada mais consegui do que dar murros em pontas de faca, esmurrar paredes até as mãos latejarem em sangue. Existe uma espécie de Muro de Berlim, que é ao mesmo tempo o meu Muro das lamentações, que não deixa passar quem ainda está deste lado; quem tenta nada mais consegue do que as lamentações; quem tenta passar para o lado de lá é assediado pelos monstros do desconhecimento, da indiferença, pelos soldados da ignorância que apontam as suas espingardas carregadas de silêncio e desprezo aos corajosos para lhes provar que de nada lhes adianta gritar porque se recusam a ouvi-los; aquela Cortina de Silêncio só é transponível para aqueles com salvo conduto, para aqueles que cujo reconhecimento público é demasiado forte para serem afrontados pelos monstros acima referidos, para quem a voz, eventualmente fraca, é à prova da bala da ignorância, porque os ignorantes não distinguem a imagem do saber, confundem papeis, porque pensam que ser famoso é suficiente para se fazer o que quer. E depois, também, há quem a consiga transpôr porque tem outros recursos, porque pode subornar os guardas, porque conhece alguém que se disponibiliza a resgatá-lo das garras do anonimato e a acompanha-lo nesse viagem. Não me cansarei de dizer que são muito poucos aqueles portugueses que singram nas prateleiras das livrarias por si sós. Nesta guerra eu fui sabotado: os meus livros foram expostos por pouco tempo e em prateleiras viradas para o interior das livrarias. Por isso, por tudo isto, eu hoje acordei triste mais uma vez. Sem vontade de continuar a lutar, sem ver alternativas senão submeter-me à vontade ditatorial de quem manda como todos os homens que sabem estar certos, mas que nada podem fazer para mudar o mundo. Tudo o que pedi foi uma oportunidade... Mas a Pena não será deposta! Neste blogue, todavia, que foi criado para divulgar o livro Império Terra, não mais falarei sobre dificuldades; contudo, como sobre a divulgação de Império Terra só me ocorrem dificuldades, talvez não fale mais...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Falar para o boneco...
No passado dia 26 de Abril, conforme havia anunciado neste blogue, realizou-se uma tertúlia na Fnac de Alfragide... Quer dizer: tentou-se. Eramos três, embora devessemos ser quatro. A única senhora do «Painel», perdõe-me a imodéstia, não compareceu. Pelo que eu, e mais dois, lá avançamos, temerários, de microfone em riste qual guerreiros de uma causa quasi perdida. O objectivo que nos fora transmitido pela nossa Editora - a Papiro - era encetar uma conversação sobre as tendências da literatura, tendo por base os mecanismos de criação literários por nós utilizados na elaboração das nossas obras que, claro está, iriamos apresentar. Ora nem foi necessário abrirmos a boca, bastou que nos sentassemos à mesa dos microfones, para que 90 % das pessoas presentes fugissem - não estou a exagerar, só não correram porque em pouco mais de três passadas estariam fora do espaço! Foi o ponto final de uma tertúlia que não começou. Não me levem a mal, mas nós que escrevemos gostamos de ser lidos, e gostamos que nos escutem quando falamos de nossa paixão; no entanto, não há paixão que resista a tamanho balde de água fria. Por isso, apresentamos as nossas obras, e ainda falamos um pouco das dificuldades de penetração no mercado para os novos autores que sem apoio algum - repito-o - teimam em continuar de pena erguida. É claro que perante o interesse da audiência não houve clima para partilhar o nosso processo criativo e deixamos de falar para o boneco passado 30 minutos. E claro é, também, que não posso deixar de me perguntar se teria sido aquela a reacção a uma tertúlia com alguns jornalista da praça, ou apresentores de televisão? Mas sobre isso haveria muito mais a dizer, só que eu não tenho tempo...
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domingo, 19 de abril de 2009
FNAC 26 de Abril
No próximo dia 26 de Abril, pelas 17h, na Fnac de Alfragide, vai ter lugar um evento literário. Organizado pela Papiro Editora, este evento pretende divulgar os livros da Editora e os seus escritores. Para isso contará com a colaboração de alguns dos seus escritores, entre os quais eu. O formato do evento englobará recurso a meios audiovisuais e haverá uma apresentação, por parte de cada um dos escritores, do livro de sua autoria, bem como uma discussão subordinada ao tema da literatura em Portugal. Trata-se de uma iniciativa interessante por parte da editora, que é a minha, mas que reconheço ter pouca expressão no mercado, o que dificulta a divulgação, por si só, das suas apostas. Longe das luzes da ribalta também existem pessoas com opiniões, projectos e ideias novas... Apareçam!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
22 de Fevereiro de 2009 - 1 ano depois
Faz hoje um ano, por esta hora, estava a assinar autografos na 1ª página do meu primeiro livro: «Império Terra: o princípio...». Foi uma noite emocionante, um momento sonhado e jamais preparado: imagine-se eu a publicar um livro! Aquele inicio de noite, na Bertrand do Vasco da Gama, teve ares de fantasia... Toda aquela gente, amigos e conhecidos, familiares, que acorreram em peso para me apoiarem naquele iato de tempo tão importante para mim... Sinto, contudo, que a grande maioria não percebeu o que estava em jogo naquela noite, refugiando-se naquela atitude comezinha, e tão portuguesa, caracterizada pela importância dada ao acto de comprar o livro, como se dá uma esmola a um cego, como se isso tudo fizesse... Mas não é assim! Um escritor precisa de se sentir lido, precisa de saber o que pensam da sua história, dos seus personagens, precisa de ser apreciado e encorajado... Sim! Escrever é um acto da alma, e permitir que esse acto tão intimo seja submetido ao escrutínio do mundo é um acto de coragem; quem o faz deveria ser olhado como um herói, principalmente se olharmos aos apoios, inexistentes, para quem começa a escrever sem redes sociais de apoio. Criei este blogue, e divulguei-o, para que as pessoas que comprassem o livro pudessem fazer o seu comentário, mostrar-me o que sentiram, se gostaram ou não... Todavia, poucos se deram ao trabalho... De início perguntava: então, já leste?; e a resposta era a mesma de sempre: ainda não tive tempo. Depois deixei de perguntar... Os feedbacks que tanto pedi, nunca chegaram. É triste! Sinto-me triste, porque um ano depois de uma noite de palmadinhas nas costas tenho uma noite de silêncio, de solidão, com a amarga desilusão de que nada correu como eu esperava, desde os apoios oficiais até aos apoios pessoais. Aqui deixo o meu muito obrigado a quem sempre me apoiou, e eles sabem quem são, a todos os outros deixo a mensagem que quiserem tirar deste texto. Há um ano atrás doía-me a mão de tanto assinar, hoje dói-me a alma...
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
Um ano depois apareceu...
Um ano depois da ter publicado, um ano depois de o ter divulgado pelo melhor meio possível - a Internet - eis que o Portal da literatura finalmente coloca o meu romance e o meu nome no seu site. O meu muito obrigado ao Site! É desta forma que se pode dar algumas hipóteses a quem escreve sem redes de apoio, a quem escreve porque gosta de o fazer e não porque até conhece algumas pessoas e tem alguma projecção mediática; àqueles que escrevem porque gostam de contar histórias e não porque querem explorar até à exaustão aquilo que vende, os dramas de faca e alguidar. Hoje em dia assiste-se à «venda» do espaço que deveria ser dos livros, dos livros enquanto transportadores da alma para outros mundos e outras vidas, a reportagens da vida romanceadas, a notícias esmiuçadas... Há espaço para tudo isto, apenas não se deve esquecer para que serve um livro/romance - entreter - e com isso roubar-lhe a exposição que conquistou por direito e por causa disso condenar à extinção as futuras gerações de escritores... Obrigado Portal da Literatura http://www.portaldaliteratura.com .
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